Paradoxos

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Relatividade – M. C. Escher

pa·ra·do·xo |ôcs| 
latim paradoxumido grego parádoxos-onsurpreendenteestranhoextraordinário

Paradoxos – talvez a melhor forma de definir sentimentos seja compará-los a paradoxos. São surpreendentes, estranhos, extraodinários. Brotam uns dos outros. Desconstroem-se uns aos outros. Levam-nos do negrume à luz e do Sol às trevas num ápice.

Dizem-me  “sentes demais” ou “devias pensar mais e sentir menos” ou “usa mais a cabeça e menos o coração”. Não. Não dá para sentir demais . Ou de menos. Ou assim assim. Sentir é sentir. É o que nos faz humanos, além de pensar. Porque é que devo sentir menos? Sinto o que sinto. As pessoas de quem gosto sabem que gosto delas. As pessoas de quem gosto muito sabem que gosto muito delas. Porque não só sinto. Como aprendi a mostrá-lo. 

Sendo quem sou, como sou, como sinto, já sofri. Muito. Porque trago o coração à flor da pele. Porque o sol a nascer ou a pôr-se ou o som das ondas às vezes me fazem chorar. Porque o olhar e o sorriso da pessoa de quem gosto (só o olhar e o sorriso – sem palavras) me enchem de alegria, amor, amizade e tudo o que de melhor se pode sentir. E porque, tal como há pessoas que me fazem sentir bem (comigo, com a vida e com o mundo) outras há que traem a minha confiança. Dissimulados, falsos, mentirosos. Mas felizmente, desses, já não reza a minha história.

A minha história reza sim de pessoas que sentem como eu. Com o coração inteiro. Não apenas em metades, partes, compartimentos. Pessoas que, como eu, se escondem do mundo, com medo. Porque o mundo é cruel. Lá fora. Pessoas que descobri… Não. Pessoas que re-descobri.

Pessoas que se emocionam com o nascer ou por do sol ou o som das ondas. Ou um mergulho no mar. Pessoas para quem sentir é incondicional e essencial. Pessoas que, como eu, passaram pelas maiores provações e emergiram mais fortes. Pessoas para quem me basta olhar para me inundarem com boas energias, amizade, amor, carinho… Pessoas que são um livro aberto desde o primeiro olhar até ao último sorriso. Pessoas com quem posso ser quem sou, mesmo. Não me fecho em copas, não me escondo, não me retraio. Pessoas com quem posso falar de tudo, sobre tudo, a qualquer hora. Que abraço e acarinho (e que sabem que não faço isso com toda a gente) sempre que me apetece. Pessoas que me ouvem, quando estou bem, quando estou mal ou quando não estou. Pesosas que adoro, por quem faria tudo e que sei que fariam tudo por mim, sem hesitar.

As minhas pessoas. São vocês mesmo. Adivinharam. Obrigado. Hoje e sempre.

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