Respect Is Not A One Way Street

Temos que respeitar para sermos respeitados. Como se diz na gíria, temos que “nos dar ao respeito”.

Esta máxima não se aplica apenas ao respeito embora, do respeito, derive tudo o resto. Amizade, amor, relações familiares – tudo se pode, na essência, reduzir ao respeito mútuo.

É o respeito mútuo que me faz saber que tenho, no meu canto, as pessoas certas. Que sei que estão sempre lá, tal como sabem que estarei sempre aqui. É o respeito mútuo que me leva a partilhar, com essas pessoas, coisas que nunca partilhei com ninguém e que faz com que, essas pessoas, partilhem a sua vida comigo.

Neste lote restrito conto por menos de metade dos dedos de uma mão o lote de pessoas com quem sou quem sou, sem precisar de pensar no que digo – porque me conhecem, porque me dei a conhecer, porque confiei, porque fui respeitado e vice versa.

Mesmo dentro desse lote de pessoas, há as que conheço há anos, as que raramente ou nunca posso ver em pessoa e até uma que conheço há poucas semanas – mas que, sem me conhecer, teve confiança e (lá está) respeito para abrir o livro e me contar a vida, mesmo sem ter necessidade de o fazer.

A base de tudo é o respeito. O respeito pelos outros. Mas e quando falta? Quando o respeito, a confiança, as confidências, os segredos, as promessas, as pessoas que julgas conhecer são tão sólidas quanto uma muralha feita de nuvens, de ar, gotas de chuva?

Confio em palavras, sim. Porque não tenho o hábito de as usar para dizer o que os outros querem ouvir mas antes o que sinto e o que penso, sempre. A verdade. Sempre. De tal maneira que já escrevi muitas coisas, apaguei e voltei a escrever inúmeras vezes. Porque a verdade é inconveniente, para certas pessoas.

Sobretudo, ultimamente, aprendi a confiar nos actos. De quem diz eu faço e aconteço e, de facto, faz e acontece. De quem promete e cumpre. De quem diz “estou contigo” e está comigo.

Quem muito fala e pouco faz é desonesto. Usa as palavras para dizer o que outros querem ouvir e não a verdade, diz faço e aconteço – não faz e desaparece. Diz que age, faz tudo, revolta-se, insurge-se… Na verdade é cobarde. Mentiroso. Porque tudo o que promete não quer cumprir. São só palavras. Ocas.

Falar é fácil. Prometer é fácil. Dizer que se vai fazer é fácil.

Para agir? É preciso ter coluna vertebral, coragem e, como dizem os americanos, “pôr o dinheiro no lugar da boca”.

Já deixei de acreditar em promessas de quem muito fala, pouco diz (que seja verdade) e menos faz. Quem me ilude com aquilo que quero ouvir escusa de me vir bater à porta. Quem diz que me conhece como ninguém… na verdade não faz a mínima ideia de quem eu sou. Quem promete, diz que faz, e vai adiando… pode deixar de contar comigo. Já não tenho idade, nem paciência, para quem diz que é e, no fundo, não é porra nenhuma.

Acredito em quem me respeita, quem me conhece de verdade (sem andar a alardear isso mesmo aos quatro ventos e a quem quiser ouvir), quem confia em mim, quem está lá quando preciso (e quando não preciso, e quando não sei que preciso).

No fundo, acredito em quem gosta de mim.

How can you ever sleep a wink at night,
Pretending that everything is alright?
And have the nerve to blame this mess on me?
Never in my life have I seen someone
So ignorant to the damage he has done.

(…) nothing could lure you out of your selfish shell again
Expecting everyone to bow and kiss your feet
Don’t you see respect is not a one way street
Blaming everyone for all that you’ve done wrong
I’ll get my peace of mind when you hear this song

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2 opiniões sobre “Respect Is Not A One Way Street”

  1. Yep! Chegamos a uma idade em que ñ há tempo nem paciência para promessas ocas… o que conta é quem realmente aparece, quem realmente faz, quem realmente está lá. E isto ñ precisa ser físico, podemos estar em espaços geográficos diferentes, mas fazer questão de estar presente.
    O resto…o resto é barulho na multidão.

    Good for you my friend. 😉

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