Dúvidas e Certezas

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Tenho certeza de pouca coisa. Tenho a certeza do sentimento que partilho contigo e tenho a certeza de que quero estar/ficar contigo e tenho a certeza que, o sinto por ti, mais ninguém sente. São, talvez, duas grandes certezas. Daquelas com C grande. Daquelas que nem toda a gente se pode dar ao luxo de dizer que tem. Eu tenho. Pelo menos estas duas coisas, eu sei.

Mas não é isso que é o pior.

O pior é que eu não sei. O pior é que a minha insegurança me leva a não saber. O pior são as dúvidas.

Será que estou a fazer bem? Será que devia ser mais arrojado? Seria que devia ser menos compreensivo? Será…? Será…? Será…? Será…? – repetido até à exaustão.

É assim que me sinto – exausto. Estou cansado. Estou confuso, porque isto de ter meia dúzia certezas absolutas versus “n” dúvidas não é, de todo, “equilibrado”. Sinto-me sozinho. Porque há dias em que estás à distância de um olá e outros em que parece que estás do outro lado do Universo.

Estou tão baralhado e tenho tanta coisa para dizer que não me sai nada.

Só me sai as saudades que tenho de ti.

Só me sai que eu gosto de ti como mais ninguém, tenho a certeza.

Só me sai que não quero desistir de ti, de nós. Mesmo que todos me digam para seguir em frente. E eu não quero seguir em frente.

Só me sai que só preciso de saber que estás bem. Chama-me velho, antiquado, paranóico, o que quer que seja. Só preciso de saber que estás bem. Basta-me um “Bom dia, pequeno” dos teus.

Eu ando aqui para trás e para a frente, a ricochetear entre as certezas e as dúvidas, a lutar contra mim próprio, com vontade de fazer loucuras por ti…

E custa-me muito que nem um olá me digas. Não fico chateado. Não fico zangado. Fico triste…

O abraço que me deste no outro dia prometeu tanta coisa… Deixou tanta coisa por dizer… E eu quero. Mais que tudo. Quero chegar a essa promessa. Quero que me digas tudo. Quero tanto que me dês o que tens para me dar como quero dar-te o que tenho. Tudo o que guardei para ti, ao longo destes 10 anos, está só à tua espera.

Eu esperei uma vida inteira por ti. Não me importo de esperar mais um bocadinho. Mas a espera custa. A distância custa. A ausência custa. Só te pedia mais um abraço. E que me digas “Olá, bom dia, pequeno. Estou bem.” – só isso. Todos os dias. Será que é pedir demais? Eu acho que não…

Sinto a tua falta, não consigo evitar. Não consigo sentir pela metade, não consigo não me preocupar, não consigo pensar em tudo e mais alguma coisa. Não consigo. Não consigo desligar. Não consigo e não quero…

Desculpa se pareço “desesperado” ou paranóico. Sou inseguro. Tu sabes. Dás-me confiança e segurança, também sabes. E quando me faltas… É uma desgraça…

Tinha tanto mais para te escrever, tanto mais para te dizer… Mas nada que um abraço meu, para ti, e um abraço teu, para mim, não mostrem, não resolvam.

Um beijo…!

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