Única

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Único – é uma palavra muito forte? Dizer que alguém é único, é um exagero? Não acho. Todos nós somos únicos. Nenhum de nós é igual ao outro. Talvez no tom de pele, na cor dos olhos ou do cabelo. E, mesmo assim, não podemos dizer que são 100% iguais. Somos tão mais únicos quanto o nosso ADN, a nossa retina ou as nossas impressões digitais.

Única. Se tivesse que escolher palavra para te definir, assim de um rasgo seria esta. Se me perguntarem porquê, dou a minha resposta clássica – porque sim- e quase ouço a contra resposta clássica – porque sim não é resposta. Claro que é. Só não acredita quem não vê, quem não te conhece, quem não sabe como és.

Desde logo és única no departamento onomástico! Tens provavelmente o nome mais único e original que conheço, dos nomes próprios aos apelidos, que se torna, no mínimo, impossível de esquecer.

És única porque tens um par de olhos únicos – não me canso de dizer, estás careca de saber, mais careca vais ficar. Se tivesse que escolher uma parte do teu todo para dizer que era a minha preferida não ia mais longe. Tão depressa são verdes como castanho-mel. São espelho do que te vai na alma e, mesmo de relance, lêem-me como um livro aberto. Olhares únicos há poucos, como o teu não há mais nenhum.

És única no sorriso. Como uma simples combinação de movimentos musculares consegue produzir tanta sensação e transmitir tanta emoção e estado de espírito diferente é qualquer coisa que nunca vou entender! Sim, é verdade, a segunda coisa que mais gosto em ti! Quase te vejo sorrir desse lado do ecrã – o teu sorriso é feliz, sensual, provocante, magnético… Desperta quase tantas emoções quantas as que consegue transmitir. Faltam-me adjectivos para o qualificar! Acompanhado da tua gargalhada, então, é fatal!

És única no espírito. Nunca foste calma. Desde que me lembro de te conhecer. Vá, mentira, és calma quando estás a dormir! E, mesmo assim, nem isso – porque passas pouco tempo a dormir! És tanta coisa ao mesmo tempo que é difícil definir-te. Tens personalidade bem vincada, és forte e vulnerável ao mesmo tempo, fogosa e carinhosa ao mesmo tempo, intempestiva e calma ao mesmo tempo… És tudo menos dócil mas consegues ser a pessoa mais doce que conheço. És uma Mulher com M bem Maiúsculo. E, sim, o teu espírito, personalidade, maneira de ser, chama-lhe o que quiseres, é mais uma das partes que faz o teu todo que prefiro.

És única porque, debaixo de todas essas camadas, se esconde um poço de sensualidade…. Que não tive (ainda) oportunidade de descobrir. E não me posso alongar muito sobre isto, porque pronto… Dá-me calor! Mas arde em ti muito que ainda tenho que descobrir…! Sim, também gosto muito desta tua faceta, única!

És única porque és tu, sei lá. Em tudo o que tens de único. Para mim, toda tu és única. És a única que retribuiu o meu amor. És a única pessoa a quem eu posso dizer que, sim, de facto amo (com todas as letrinhas). És única porque gosto de pensar que me escolheste – de entre todas as pessoas do mundo a quem podias “calhar”, escolheste-me. Encontraste-me, amaste-me. Disseste “Sim, és único”…

E às vezes ponho-me a pensar.
A pensar que não te mereço.
A pensar que já te tive mas não te vou voltar ter.
A pensar que tenho saudades tuas, de ti, única (tenho, muitas, imensas, tantas que dói).
A pensar que não se poder voltar atrás no tempo é uma merda.
Eu não sei se te mereço, não sei se te vou ter outra vez.

Só sei que às vezes tenho medo. Muito medo. De sentir isto tudo, de lutar contra tudo e contra todos por ti e por nós, de te desejar assim tanto e querer tanto ficar contigo… Que não dê. Que, no fim de contas, fique como estou. Às vezes até tenho medo de te amar.

Porque tenho medo que não sirva de nada – dar-te o meu amor, o meu coração, o meu espírito, até o meu corpo. Pode não servir de nada. O que é isto que eu tenho para te oferecer contra tudo o que a “vida” tem para me tirar? O que eu tenho para te oferecer é isto. Basicamente, sou eu.

Tenho medo. Do escuro. Do escuro onde estava antes de voltares a aparecer e para onde não quero voltar. Já lá estive, muito tempo. E não quero voltar.

Tenho medo – que a vida me volte a tirar tudo o que me deste. Não estava a cuidar de mim. Estava a voltar apenas a existir. A ser. A sobreviver. Arrancaste-me às garras da noite que me estava a arrastar, cada vez mais para baixo, estava ficar cada vez mais escuro. Mostraste-me a luz, qual amazona, qual guerreira (que és! Tens uma força incrível, mesmo que não a vejas).

Percebes do que tenho medo? Não me pediste nada, não me prometeste nada. Simplesmente existes, no meu mundo, e, irremediavelmente, apaixonei-me por ti (outra vez ou ainda, como quiseres).

Estou pronto.
Prometi a mim mesmo que não me ia entregar a ninguém de novo, porque me magoei demasiado no passado. Prometi mas não cumpri. Eu não sou, literalmente, capaz de fazer as coisas de outra maneira. Vivo com as emoções à flor da pele e o coração a comandar o meu destino. Atiro-me de cabeça, de pés, de alma e coração.

Eu sei que, entre nós, há um mundo inteiro. Eu sei. Não precisas de me dizer. Eu sei que não me prometeste nada. Eu sei que há mais. Há tudo.

Mas tu és única. E eu recuso-me. Não me conformo. Não quero. Não vou. Viver sem ti. És tu que eu quero. Tu – os teus olhos, o teu sorriso, o teu espírito, o teu corpo. Tu! Tudo o que tens de único e tudo o que tens de banal.

Já abdiquei de demasiado na vida. De nós? Podes crer que não vou desistir.

Só para que saibas, estou aqui, à tua espera. Paciência é uma virtude. E não se apressa aquilo que se quer que dure para sempre…

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