Desejado e Interdito

interdito

“O que é desejado e, ao mesmo tempo, interdito torna-se uma obsessão. Não consigo pensar senão em ti. Não consigo fazer nada por causa de ti. Todas as pessoas estão a mais e tu a menos. Vem depressa para dentro dos meus braços, para o calor da minha boca. Ensina-me a dançar dentro do teu peito. E agora vai, parte para longe. Eu quero voltar a não pensar em nada, senão em ti. Sem obsessão não há obra que se faça e eu quero fazer de ti o mais empolgante romance.
O que escreves? Escrevo-me. Passo-me a limpo. A minha vida toda em letras pequeninas. Para os curiosos como tu. Só tu. No que respeita ao amor andamos todos às escuras.”
~Pedro Paixão

“O fruto proibido é o mais apetecido” – adágio tão velho quanto a história de Adão e Eva no jardim do Éden. E, sim, tendo a ser obsessivo. Não em tudo. Apenas naquilo que quero – mesmo. Juntando, ainda, a isto tudo, o facto de que não consigo ser racional – “penso com o coração, a cabeça é para usar chapéus” como se diz na sabedoria popular (e caramba, se a sabedoria popular não é, de todas, a mais acertada).

Se é verdade que “quem espera sempre alcança” também é verdade que há surpresas pelo caminho. Reservadas até para o mais paciente e prevenido aqueles que esperam.

E, sim, tu foste uma surpresa. Quase tudo o que me dizes, diariamente, é uma surpresa. És o meu fruto proibido. Se palavras há que ajudem a definir o que sinto por ti, sem me alongar muito serão, pelo menos, estas (e não necessariamente por uma ordem particular): “amor”, “desejo”, “fruto proibido”, “esperança”, “sonho”.

Esperança – sei que não há muita. Há demasiada bagagem. Do passado ao presente, entre os dois carregamos um bocadinho de tudo: desilusões, tristeza, desgosto, solidão… Mas também paixão, sentimento, vontade de viver, amor. Se haverá, para nós, futuro? Quando o sentimento é forte, como não duvido que é, e partilhado, como estou absolutamente certo, não há barreiras que o impeçam. Pelo menos em sonhos. Porque, na verdade, entre nós há, apenas e só, a realidade – o facto de “as coisas serem como são” (odeio esta expressão!), com tudo o que isso implica: há outras pessoas, há empregos, casas, contas, preocupações mundanas. A némesis do Sonho: a Realidade.

Amor e Desejo combinam-se. Tenho poucas certezas na vida. Uma delas é que Tu és, só, o Amor da minha vida. Sem poupar palavras.
Amor é uma palavra tão “insuficiente” para descrever sentimentos… Por ser pequena e por simplesmente não chegar. Sentir assim não se define em palavras, talvez em imagens… Mas, sobretudo, sentir assim sente-se, vive-se, demonstra-se – não se explica, não se define, não se limita.
Desejo – físico. Instinto. Carnal mesmo, a fome e sede, insaciáveis, que só desaparecem quando nos perdemos no corpo de quem amamos. Quando não pode existir mais nada senão dois corpos, a explorar, unidos, tornados um só, num misto de suor, saliva e prazer…  É um dos impulsos mais básicos do ser humano – motivado pelo nosso lado animal e instintivo. Um impulso que, há muito, tinha “desligado” ou estava dormente. Um impulso que tu despertaste. Que só tu poderias voltar a despertar. Como só tu sabes… A imaginação e as memórias sensoriais fizeram o resto…

Tornaste-te o Fruto Proibido. Assumidamente. Embora, na verdade, sempre o tivesses sido. Sempre. Desde aquele primeiro dia, já longínquo, até à altura em que eu (cego idiota que fui!) não sabendo reconhecer o que sentias, me entreguei a quem não me merecia. A quem me destruiu e me apagou durante anos da minha vida. Irreversível e irremediavelmente. São anos de vida que mais ninguém me vai devolver. E em que, sobretudo, te perdi! Porque me obrigaram a escolher. E eu, fraco cego idiota que fui (sim, fui, mesmo que digas que no teu lugar farias o mesmo), escolhi-a a ela. E excluí-te. Ou será que te excluí mesmo? Claro que não. Mentiria a mim próprio se dissesse o contrário. Em pensamento, na verdade, estiveste sempre comigo.  Sim, “persegui-te” no Facebook – era a única maneira que tinha de te ver. Não é por isso que deixo de me arrepender. Amargamente. De pensar que podia viver sem ti…

E hoje a nossa vida poderia ser tão diferente! Para o bem ou para o mal.

Foste minha, apenas num piscar de olhos. Podias ainda ser minha. Ou não… Quem sabe o que poderia ter sido…

És o meu Fruto Proibido. E, de bom grado, caía do Jardim do Éden por ti. O Fruto Proibido é o mais apetecido. Desejado e Interdito… Estou um bocadinho obcecado por ti.

Não racionalizes. Sonha comigo. Sonha só com o Coração, deixa a Mente sossegada. Por enquanto só podemos sonhar um com o outro. Encontro-me lá contigo, enquanto não podemos matar o desejo um do outro, podemos, pelo menos, amar em sonhos!

Rasgas-me a roupa sem qualquer pudor
Enquanto buscas o ar pela boca
Passeias teu cheiro no meu corpo
Por entre os braços misturo tudo
Após o prazer ficaremos mudos
Sem saber
Se é por uma noite

Grito o teu nome sem saber
Como será o amanhã
Foi um sonho real
Por uma noite

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.