Insignificância

A Insignificância de se ser humano. A Humanidade é insignificante. Toda ela, desde o início. Somos (muito) menos do que um piscar de olhos, à escala cósmica. Apesar de pensarmos que somos os donos da verdade, o centro do Universo, estamos muito longe disso, a muitos níveis.

Se a Humanidade é insignificante… O que é um ser humano? Com todas as suas imensas qualidades e/ou colossais defeitos? É, tal como todas as criações da Natureza, uma máquina perfeita.É um Universo, auto-contido. De triliões de átomos, biliões de células, emoção, sentimentos.

Cada um de nós é o centro do seu próprio Universo, por muito altruístas que sejamos. Os nosso problemas estão (e estarão sempre) à frente dos de todos os outros. É uma questão instintiva. Estamos programados para a auto-preservação mas, ao contrário dos restantes animais, resolvemos o ciclo “Alimentação-Reprodução-Repetição” e a nossa auto-preservação reveste-se agora de outras formas – os nossos problemas à frente dos de todos os outros.

A insignificância. Dos problemas dos outros face aos teus. Ou dos teus face aos dos outros.

Já não sei bem.

Na verdade, a palavra que melhor descreve o meu sentimento nos últimos tempos é mesmo essa: insignificância. Sinto-me uma gota no oceano. Uma estrela numa galáxia. Uma galáxia no Universo. Insignificante.

Tal como sinto que é insignificante tentar. Tentar o quê? Tentar. Simplesmente tentar.

Não estando, sinto-me verdadeiramente sozinho. À deriva – porque todos os portos de abrigo em que procuro refúgio fecham, inevitavelmente, as portas quando tento entrar. Condenado, que estou, a esbarrar de frente com todos e mais alguns obstáculos.

Digam assim: “Faz qualquer coisa! Muda! Tenta! Sai! Descobre!” que eu respondo “Para quê?!”.

É difícil explicar, para quem não entende, como é ser assim.
Sentir-se insignificante, mesmo sabendo que não se é (pelo menos para os outros. Sentir-se preso e não ter vontade de se libertar. Sentir-se sozinho, numa sala cheia.  Calar-se quando se tem vontade de gritar ao mundo.

Mas é assim que eu sou (que me sinto). Insignificante.

So
So you think you can tell Heaven from Hell?
Blue skies from pain?
Can you tell a green field from a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?Did they get you to trade your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange a walk on part in a war for the lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here.
We’re just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.

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2 opiniões sobre “Insignificância”

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