Star Wars Episode VII: The Force Awakens – Opiniões

*Potenciais Spoilers – Embora a intenção seja não spoilar nada*

O que dizer acerca deste filme, que não tenha já sido dito, escrito e escalpelizado nos últimos meses e, especialmente, nas semanas que antecederam a estreia, a 17 de Dezembro?

Para quem não conhece o universo, levar com a “injecção” dos últimos dias tem que ter deixado alguma curiosidade, até nos mais cépticos. Mais que não seja porque, simplesmente, não houve como escapar a este fenómeno avassalador que é o Universo Star Wars – e os seus milhões de fãs leais e fanáticos espalhados pelos quatro cantos do mundo.

Depois de um jejum de 10 anos de 10 anos após a estreia do Episódio 3: Revenge Of The Sith, último episódio da trilogia de prequelas foi com uma alegria enorme que recebi a notícia que a Disney tinha adquirido todos os direitos do autêntico rolo compressor que é a saga Star Wars (em termos de popularidade e lucros potenciais) e que iria lançar uma nova trilogia, a ter lugar 30 anos após os acontecimentos da trilogia original, e cuja realização estaria a cargo do genial J. J. Abrams.

Se ainda persistiam dúvidas que Abrams é genial – mesmo após ter ressuscitado, para o cinema, a saga Star Trek (e que reanimação essa!) – ficam totalmente dissipadas após episódio VII.
O que Abrams prometeu aos fãs, Abrams cumpriu. Na totalidade.

Após o “flop” que foram as prequelas, com escolhas questionáveis (para ser simpático!) de George Lucas como secundarizar a “estória” e o “story telling” a favor do espectáculo visual, escolhas questionáveis (e muito, muito erradas) a nível de elenco (Hayden Christensen tem o alcance emocional de um pedaço de madeira!), pequenos pormenores que deixaram qualquer fã da saga à beira de uma ataque de nervos! Não digo que as prequelas fossem apenas e só defeitos – deixaram-nos ter um vislumbre do que era a Ordem dos Cavaleiros Jedi no auge do seu poder, mostraram-nos a origem de Darth Vader e o porquê de ser a personagem que é e como é (mesmo com o grande problema que é Hayden Christensen), a espectacularidade das cenas de acção (dos duelos de sabre de luz até  às épicas batalhas espaciais)… Mas, ao mesmo tempo, temos aquele vazio inultrapassável… A falta de história, de apelo emocional, todos aqueles pequenos pormenores que contribuíram para tornar a trilogia de prequelas uma coisa seca e distante, longe do “calor” e da proximidade da trilogia original.

Felizmente, Abrams consegue recuperar tudo o que Lucas deixou para trás. No Episódio VII voltámos aos efeitos “práticos”, que existem e estão mesmo lá. As criaturas criadas pela animatrónica são surpreendentemente realistas e estão lá. BB-8, a nova coqueluche andróide, existe mesmo (e que bem feito está, este pequeno rolamento, o novo R2-D2!). No tempo de Lucas, toda esta magia seria artificial, uma criação de computadores, sem sentimento. Existem muitas cenas feitas com recurso à animação por computadores e, certamente, existiram cenas que foram gravadas em frente a ecrãs verdes ou azuis, e existem criaturas criadas inteiramente por computador (felizmente nenhuma é tão ridícula como Jar-Jar Binks…).
É por aqui que este novo filme de Abrams começa a triunfar – o regresso às origens no que diz respeito aos meios utilizados para contar a história. Os actores interagem entre eles e com o ambiente e as criaturas do filme de foram real (e realista!)  – estão a contracenar com algo que existe mesmo e não foi criado nas entranhas de algum computador.

Abrams ressuscista o universo de Star Wars, sem haver a necessidade de criar toda uma nova continuidade – à semelhança do que fez com Star Trek, criando personagens novas (Rey, Finn e o badass Kylo Ren são os melhores exemplo) e trazendo de volta favoritos de sempre (Han Solo, Leia e Chewie) e criando, entre todas elas uma série de relações que levam a um conjunto de descobertas chocantes – de deixar qualquer um de queixo no chão. E quando digo chocantes, posso dizer que estão – claramente – ao nível de “Luke, I am your father”.

O Episódio VII é um filme triunfal – para quem adora Star Wars é o regresso aos “eixos” da saga. Sem cometer nenhum dos erros (ou pecados capitais!) que Lucas cometeu na trilogia de prequelas. Para quem não conhece ou não gosta será um bom ponto de partida para apanhar o “bichinho”.

Obrigado ao Sr. J. J. Abrams e à Disney. Cinco estrelas. Imperdível.
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