Fury – Opiniões

Em Abril de 1945 os Aliados entram em território alemão e deparam-se com a resistência mais fanática que encontraram até então. Hitler, em desespero, mobiliza todos os homens, mulheres e crianças capazes de lutar para se oporem à invasão do território alemão.

É neste cenário que encontramos a tripulação de cinco homens de Fury, um tanque Sherman americano, que, tal como todas as tripulações de blindados dos aliados está em constante risco de perder a vida, devido ao poderio e avanço tecnológico dos tanques alemães.

Comandados por Don “Wardaddy” Collier, Bible (o artilheiro), Coon-Ass (o carregador), Gordo (o condutor) e Norman “The Machine” Ellison (o novato, que vem substituir o falecido assitente de condutor) aventuram-se em território alemão, sabendo que toda e qualquer missão que enpreendam pode, muito bem, ser a sua última.

A tripulação de Fury está junta desde a entrada americana na guerra, em 1942 no Norte de África, e, quando o assistente de condutor é abatido, vêem, com muitos maus olhos, a entrada de um dactilógrafo para o seu lugar. Até porque Wardaddy tinha prometido que iria garantir que todos eles sairiam vivos do conflito.

Norman, o dactilógrafo, é literalmente atirado aos lobos e, apesar de todas as tentativas de Wardaddy, não se mostra de capaz de ajudar o Sargento Collier a cumprir a sua promessa à tripulação. Numa guerra de branco e negro, de absolutos, do bem contra o mal, do “se não os matas eles matam-te a ti” não há espaço para o cinzento que é Norman Ellison e, apesar dos rituais de iniciação brutais e até mesmo sádicos a que o Sargento o submete, a certa altura percebemos que o que move este comportamento é, antes de mais nada, uma tentativa desesperado do Sargento Collier de cumprir a sua promessa de manter a tripulação viva até ao fim da guerra. Incluindo o caloiro.

Fury retrata perfeitamente a tensão a que estas tripulações de tanques americanas estavam sujeitas mas também a coragem imensa destes homens. Completamente ultrapassados pelos tanques alemães, muito mais avançados, estes homens avançavam, sem medos, contra inimigos que com apenas um tiro (que nem precisava de ser certeiro) acabavam com eles.

Mostra-nos que não devemos julgar alguém pelas aparências, muito menos em tempo de guerra. Aqueles que parecem ser sádicos, cruéis, autoritários, doidos ou egoístas podem, no momento seguinte, dar a vida para salvar as vidas dos camaradas. Ou, até, partilhar uma refeição com uma família alemã. Quem insulta e agride num momento pode, no seguinte, pedir desculpa e dizer que, na verdade, até somos boas pessoas – talvez ele e os outros não sejam – mas nós somos.

Fury é, essencialmente, um filme sobre coragem e sobre altruísmo.

Conta com uma interpretação magistral de Brad Pitt, no papel principal, com uma reconstituição de época detalhadíssima, com um argumento muitíssimo bem escrito (e melhor realizado, por David Ayer) e tem uma banda sonora das melhores que já ouvi nos últimos anos, de David Price.

Não é fácil de se ver, pela violência física e psicológica a que estes homens eram submetidos, mas é um filme que não devem, de todo, perder.14-1026_poster

Anúncios

3 opiniões sobre “Fury – Opiniões”

  1. Gostei muito deste filme. Boas performances, bom argumento, boa banda sonora. Gosto de tudo o que tenha a ver com a temática WW2 – filmes, livros, documentários etc – há bons e maus mas este foi bastante bom.

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.