As 50 Sombras de Grey

Fifty Shades of NOPE

Só com este título já vou aparecer, sem querer, nas mais variadas pesquisas sobre o assunto!

Muita tinta tem corrido, muita gente tem lido e ainda mais gente tem falado sobre a polémica trilogia de E L James. E ainda mais gente irá ao cinema ver os filmes.

Começando pelo filme: há bilhetes à venda desde Dezembro.
Nada contra. Mas quem quer ver, por exemplo, uns Vingadores – Era de Ultron, uma Teoria de Tudo ou qualquer outro filme, tem que se sujeitar à disponibilidade dos senhores que gerem as salas, que nem com uma semana (quem diz uma semana, diz um dia) de antecedência se conseguem comprar bilhetes. Dualidade de critérios, numa altura em que as salas de cinema perdem cada vez mais espectadores para o cinema em casa e para a pirataria. Parece-me uma má política.

Passando agora aos livros: também nada contra quem lê e gosta do género. Espero que não entendam este post como qualquer tipo de juízo de valor. É apenas uma opinião, mais especificamente a minha.

Desde o início que sempre me pareceu literatura de cordel. Tanto mais que, se fosse escrito por um homem, quanto apostam que 99% dos movimentos feministas deste mundo (e do outro) iam acusar o autor de sexismo?
Porque, no fundo, é disso que se trata, e é isso que vende milhões de exemplares do livro, por esse mundo fora – a velha máxima “sex sells”.
O que vende o livro é sexo, mais especificamente as tendências sadomasoquistas, mais especificamente ainda uma menina sonsa que conhece um milionário que gosta de umas cenas malucas, apaixona-se pelo mesmo, à base de chibatada, e casam. The end.

É puro sexismo, e deve vir carregadinho de estereótipos. Lá está, se fosse um senhor a escrever, era o fim do mundo em cuecas. Como é uma senhora é “ousado e provocador”.

Provavelmente, sou eu que vou ser acusado de ser machista e redutor.
Pois que seja, mas, pessoalmente, gosto de ler coisas que me desafiem, me façam pensar e me obriguem a imaginar coisas (que não envolvam chicotes, cabedal e correntes).
Alguém apelidou estes livros de “pornografia para donas de casa” e, lamento muito, mas tenho de concordar.
Não passa da exposição, barata, de temas relacionados com sexo. E, numa era de sensacionalismo puro, sobre-exposição mediática e nivelamento por baixo da cultura (geral e não só) do povo, só podia ser o sucesso retumbante que foi e é, juntando-se às cantorias desafinadas do Ronaldo (entre muitas outras pérolas mediáticas) no alinhamento dos telejornais ou na imprensa.

É o mundo que temos!

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4 opiniões sobre “As 50 Sombras de Grey”

    1. Shora Inês, não sei se casam ou não. Falo pelo que ouvi dos comentários da mulherada lá do trabalho quando leram. Agora apercebi-me de outra. A maior parte das super fãs disto têm mais de 30 anos lol

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