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(Broken Love) Letter to I

14 Fevereiro 2017

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Não é fácil “gerir” isto que sinto. Sinto-me dividido. Sabes tão bem como eu que a minha cabeça serve para segurar chapéus – não a uso para pensar.
Se tenho dias em que me apetecia largar tudo, fazer frente a tudo e todos e mover montanhas para ir ter contigo… Sonhos! …No dia a seguir a cabeça acorda e lembra-se de como as coisas são na “vida real”.

E então? Isso muda alguma coisa? Muda.

Tu conheces-me. Talvez melhor que ninguém. Se bem que já não sou exactamente o mesmo. Sou mais desconfiado ou, se preferires, sou menos inocente, menos ingénuo. Já não me entrego com a mesma facilidade, apesar de me entregar!

Confusa? Eu também!

Acredito muito menos no “para sempre” hoje do que no dia em que te conheci. Infinitamente menos. Monstruosamente menos. Porque há pessoas que não são como eu. E analisam tudo o que lhes dizem ou fazem ao microscópio. Porque passei por muita merda com pessoas que racionalizam tudo e na verdade não sentem nada. Perdi boa parte do meu espírito a lutar por coisas que não existiam – nem nunca existiram.

Não tenho muita força, hoje. Tenho pouca vontade. Acabaram (mesmo) comigo e nunca mais vou ser o mesmo. Bem posso andar a rir-me, por fora, e a fazer os outros rir e – sim – tenho dias muito melhores que outros. Mas, na verdade, por dentro ando triste. Sinto-me miserável, nuns dias. Nos outros, inútil. E,  todos os dias,  me sinto sozinho.

Se me perguntares, ando “à procura de alguém”? Não. Não tenho vontade. Muito menos paciência. E não me vai cair ninguém no colo – de certeza.

É bom saber que estás aqui, outra vez. Um dia que passe sem falar contigo custa mais a passar. Custa mesmo.

Mas também fico triste.
Ao mesmo tempo que sinto e sei o que sentes, tenho, de repente, o peso todo do mundo e da realidade a cair-me nas costas, na mente, no coração e no espírito.
E, de facto, tenho.
Tenho toda a impossibilidade e a improbabilidade  a cair-me em cima.
Porque sou adulto (apesar de não querer ser) e sei como estas coisas funcionam.

Dito isto, se me dissesses hoje “vem ter comigo, quero-te aqui” largava tudo o que estivesse a fazer e ia.

Tu mexeste comigo desde o primeiro dia em que te vi. Rebentaste-me com o coração – no bom sentido! – quando retribuíste o sentimento… E eu arruinei tudo.
Acabei com a pessoa errada.
Fiz de conta que não existias porque me pediram.
Fui fraco.
Morri por dentro, no fundo.
E agora estás tão perto de mim como eu estou perto de chegar à Lua a pé.

Percebes?
É difícil amar assim alguém e saber que te ama de volta. Mas que isso não adianta nada. Sentir que tens o coração a voar, num momento, e amarrado com pedras no fundo de um oceano no seguinte. É difícil sentir isto e estar longe de ti. É difícil estar separado de ti pela vida e pelo mundo e pela maneira como as coisas têm que ser!

Perdoa se te magoei com alguma coisa que te escrevi, mas o que está aqui é o meu coração. Amargurado, escuro, pequenino… Mas com pontos de luz. Dos quais és o maior.

I wanna set it straight
I wanna make it right
But girl you’re so far away

Oh, hold still for a moment and I’ll find you
I’m so close, I’m just a small step behind you girl
And I could hold you if you just stood still

Oh, I’ll hold still for a moment so you’ll find me
You’re so close, I can feel you all around me boy
I know you’re somewhere out there
I know you’re somewhere out there

Oh, hold still for a moment and I’ll find you
You’re so close, I can feel you all around me
And I could hold you if you just stood still
Oh, I’ll hold still for a moment so you’ll find me
I’m so close, I’m just a small step behind you
I know you’re somewhere out there
I know you’re somewhere out there
I know you’re somewhere out there

Trump – POTUS 45

23 Janeiro 2017
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Christian Bloom

O que dizer sobre a chegada ao poder daquele que tem potencial para ser, certamente, o Presidente dos EUA mais perigoso de sempre?

Penso que tudo o que haverá para dizer já foi dito, analisado, discutido e escalpelizado – para ser ridicularizado ou alvo de ameaças pelo próprio Trump.

Os próximos quatro anos prometem ser anos de retrocesso civilizacional para os EUA. Com uma administração que conta com um presidente com claras perturbações de personalidade – egocêntrico e narcisista, só para começar – e graves problemas de falta de formação cívica (ou desrespeito pela mesma) – misógino, racista, ignorante… Se se lembrarem de alguma adjectivo positivo para definir o Sr. Trump, por favor, não se inibam de o colocar nos comentários.

Meros dois dias depois de tomar posse o senhor:

  • Aparentemente já violou a constituição (como o senhor taxista, deve pensar que a constituição dos EUA é como as meninas virgens – e não me admira nada que pense assim).
  • Já revogou o Obamacare (retirando o acesso facilitado ao sistema de saúde norte-americano a milhões de pessoas defavorecidas – muitas dos quais votaram para o eleger como POTUS).
  • Tornou mais difícil a compra de habitação própria a famílias com menos recursos financeiros.
  • Vai retirar financiamento a programas específicos do governo americano, que patrocinam as artes e a ciência e ao sistema público de rádio e televisão.
  • Criou mal estar junto da comunidade dos serviços secretos americanos com o discurso que fez na sede da CIA.
  • Revogou as leis ambientais relativas à poluição da água e do ar e já prometeu que vai reverter todo o investimento feito na luta contra as alterações climáticas.
  • Já ameaçou os media norte-americanos devido à cobertura que deram à diferença entre as multidões que assistiram à tomada de posse Obama VS Trump (a principal conselheira já veio dizer que os números apresentados pelo Sr. Trump não são falsos – são “factos alternativos”).
  • Ridicularizou os milhões de pessoas que se juntaram às “Women’s March” que se verficaram um pouco por todo o mundo e, com particular incidência, nos EUA.
  • O líder do Ku Klux Klan já veio para o Twitter congratular-se com eleição de Donald Trump.
  • Prepara-se para transformar os EUA numa oligarquia, à imagem da Rússia do amigo (?) Putin (deve ter mais podres sobre ele do que o Dioguinho tem sobre as “celebridades” tugas).

Eu podia continuar aqui o resto da noite. Mas um homem que se comporta como um adolescente (que vai às redes sociais como uma virgem ofendida de que cada vez que dizem mal dele nos media), que de cavalheirismo para a própria mulher tem zero, que é (declarada e orgulhosamente) racista e xenófobo… Não se pode esperar nada de bom.

Apesar de tudo isto, e tal como diz Barack Obama, não podemos deixar que todos estes medos nos dominem. Apesar de tudo, o homem não pode fazer tudo o que quer. Tem quem o coloque em cheque. E, se o sistema de facto funcionar, não vai cumprir o mandato até ao final. Vai ser apanhado em falso. E as falcatruas que já cometeu no passado, e irá cometer no futuro, vão enterrá-lo.

Ouvi Dizer…

19 Janeiro 2017

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Out Of The Dark

16 Janeiro 2017

1

Out of the dark, the light shone.
Out of nowhere I dared hope, against all hope.

“Out of my way (darkness, loneliness, insecurities) I’m coming through!” – was my first thought.
Went all out, again. Hoping something was there, which actually isn’t. Something IS there – or so it was said. Just the wrong time – again.
Merely cracked a shell. Really hate time and (some) places.
Really hate this feeling called hope – really hate hope.

I really hate this hopelesseness I feel. I feel defenseless. Tired, unloved, alone and lonesome, depressed, insecure. I feel like there is no light, no real light.

“The soothing light at the end of my tunnel is just a freight train coming my way”

Not because of you.
Not because of the unfairness of the world.
Not because of everything else.
Because of me.
This unrelenting, uncanny ability I have of deluding and, ultimately, hurting myself.

When the walls come down

16 Dezembro 2016
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Walls Come Tumbling Down

Há paredes que se derrubam.
Vislumbres.
Suspiros.
Ideias.
Palavras.
Reais ou imaginários. Pouco importa.

De longe a longe dou por mim a sorrir, como dantes.
De longe a longe dou por mim a sonhar, como dantes.
Pode ser tudo ou pode, muito bem, não ser nada.

Entre todo o cansaço, a rotina, a lufa-lufa. Por entre a solidão, a carência, a tristeza. Há motivos para estar e ser feliz. Poderá não ser todos os dias. Mas eles aparecem.

Que o Universo conspire o que tiver a conspirar. As decisões, as mentalizações, as visualizações estão tomadas e feitas.

Se o que desejas implica o alinhamento planetário de dois Sóis e três galáxias, faz por acontecer.

Não há pretos e brancos sem muitos cinzentos.

I can’t get there on my own
You can’t leave me here alone
I’m just trying to do what’s right
Oh a man ain’t a man ‘less he’s fought the fight

When the walls come down
When the walls come down
When the walls come down
When the walls come down

One by one I’ve seen em fall
Some just don’t show up at all
I’m just here to fight the fire
Oh a man ain’t a man ‘less he has desire

And the walls come down
And the walls come down
When the walls come down
When the walls come down

Insignificância

11 Dezembro 2016

A Insignificância de se ser humano. A Humanidade é insignificante. Toda ela, desde o início. Somos (muito) menos do que um piscar de olhos, à escala cósmica. Apesar de pensarmos que somos os donos da verdade, o centro do Universo, estamos muito longe disso, a muitos níveis.

Se a Humanidade é insignificante… O que é um ser humano? Com todas as suas imensas qualidades e/ou colossais defeitos? É, tal como todas as criações da Natureza, uma máquina perfeita.É um Universo, auto-contido. De triliões de átomos, biliões de células, emoção, sentimentos.

Cada um de nós é o centro do seu próprio Universo, por muito altruístas que sejamos. Os nosso problemas estão (e estarão sempre) à frente dos de todos os outros. É uma questão instintiva. Estamos programados para a auto-preservação mas, ao contrário dos restantes animais, resolvemos o ciclo “Alimentação-Reprodução-Repetição” e a nossa auto-preservação reveste-se agora de outras formas – os nossos problemas à frente dos de todos os outros.

A insignificância. Dos problemas dos outros face aos teus. Ou dos teus face aos dos outros.

Já não sei bem.

Na verdade, a palavra que melhor descreve o meu sentimento nos últimos tempos é mesmo essa: insignificância. Sinto-me uma gota no oceano. Uma estrela numa galáxia. Uma galáxia no Universo. Insignificante.

Tal como sinto que é insignificante tentar. Tentar o quê? Tentar. Simplesmente tentar.

Não estando, sinto-me verdadeiramente sozinho. À deriva – porque todos os portos de abrigo em que procuro refúgio fecham, inevitavelmente, as portas quando tento entrar. Condenado, que estou, a esbarrar de frente com todos e mais alguns obstáculos.

Digam assim: “Faz qualquer coisa! Muda! Tenta! Sai! Descobre!” que eu respondo “Para quê?!”.

É difícil explicar, para quem não entende, como é ser assim.
Sentir-se insignificante, mesmo sabendo que não se é (pelo menos para os outros. Sentir-se preso e não ter vontade de se libertar. Sentir-se sozinho, numa sala cheia.  Calar-se quando se tem vontade de gritar ao mundo.

Mas é assim que eu sou (que me sinto). Insignificante.

So
So you think you can tell Heaven from Hell?
Blue skies from pain?
Can you tell a green field from a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?Did they get you to trade your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange a walk on part in a war for the lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here.
We’re just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.

Rasgos de Luz

7 Dezembro 2016

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Rasgos de luz, quando o dia rasga a noite.

Quando acordas, uma manhã, e percebes que estás diferente. O teu espaço está diferente. O mundo está diferente. Algo mudou.

Levantaram-te um peso dos ombros. Um peso que, na verdade, sempre soubeste que não devias carregar. Um peso “morto”, um sonho distante.

Sabes, não posso mentir e dizer “Era isto que queria”. Não era, sabes? Sim, sabes. Como sempre soubeste (que eras tu).

Sabes, do lado de cá do ecrã do telefone, não há tristeza nem amargura. Tens razão, há mesmo sorrisos. “Sorrir, sem razão, é quarenta vezes melhor”. Sorrio, por tua causa. Sabes?

Sabes, do lado de cá, há coisas que se ouvem, fazem, dizem, escrevem, sentem, fotografam, vivem… Que passam. Mas não se esquecem!

Sabes, muda a vida, gira o mundo, caem sonhos e, entre sorrisos, agora só te pedia um abraço.

Eu sei que tu sabes. E quero que saibas: O mundo pode esquecer. Mas eu lembro-me sempre.

Obrigado.

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